Humanos, por Piero Franceschi
Humanos, por Piero Franceschi
A Sociedade do Atalho
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A Sociedade do Atalho

Um lugar onde o esforço passou a ser interpretado como defeito de projeto.

Se algo exige tempo, está errado.
Se exige repetição, está ultrapassado.
Se exige disciplina, certamente existe um aplicativo, uma IA ou um guru prometendo eliminar essa parte inconveniente da experiência humana.

Desenvolvemos uma estranha intolerância ao caminho e o percurso virou desperdício. Como se toda travessia fosse apenas um atraso entre quem somos e quem gostaríamos de ser.

Curiosamente, nunca tivemos tantas ferramentas para acelerar a vida. E nunca parecemos tão ansiosos para chegar em um lugar que sequer conseguimos explicar qual é. Vivemos obcecados pela eliminação de toda forma de atrito.

É um mercado inteiro dedicado a convencer as pessoas de que existe uma porta secreta para escapar daquilo que todos, inevitavelmente, terão de enfrentar.

A tecnologia deveria nos libertar do trabalho mecânico. Não da experiência humana.

Porque existe uma diferença enorme entre facilitar a vida e eliminar exatamente aquilo que nos torna capazes de vivê-la.


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Já em sua segunda edição e reconhecido como best-seller, ‘O Trabalho de Ser Humano’ nasceu de uma inquietação que se torna cada vez mais atual.

De um lado, máquinas inteligentes com fome de trabalho. De outro, humanos fragilizados deixando o trabalho no prato. O banquete de nossa irrelevância está servido. É preciso resgatar a potência humana para que haja um futuro do trabalho.

Neste livro, exploro por que o futuro do trabalho dependerá menos das habilidades que as máquinas podem copiar e mais das capacidades que só nós podemos desenvolver.

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